Acervo Histórico e Cultural de Poço Fundo

Antes de Poço Fundo,
havia Jy

Documentos, mapas, personagens e a memória dos povos que habitaram este território — preservados para que o silêncio não seja o único registro que reste.

"O território fala. A questão é se quem chega tem ouvidos para ouvir."

Um acervo para o que o papel quase apagou

Este acervo reúne documentos originais, fotografias, mapas, registros paroquiais e civis da região histórica de Gimirim — hoje Poço Fundo, Minas Gerais. Inclui especialmente a história dos povos que estiveram aqui antes dos fundadores oficiais: os indígenas Caiapós, Mandibóias e Abatinguaras; os quilombolas da Serra do Quilombo e do Quilombo do Sapucaí; os Pretos da Posse que tinham fazenda e perderam. Toda a coleção está disponível gratuitamente para pesquisadores, descendentes e comunidade.

1782 Documento mais antigo
600M Anos de gnaisse
Território JY

O som que existia antes do nome

Do gnaisse pré-cambriano à fundação de Machadinho em 1870

Jy era o som com que os Cataguases nomeavam o território que hoje chamamos de Poço Fundo. Não era apenas o nome de um rio — era a palavra que reunia a terra, os mortos enterrados nela e o direito ancestral de permanecer. Quando os colonizadores chegaram e ouviram a palavra, cada um entendeu algo diferente. O som ficou. O acordo que ele representava, não.

Este acervo começa aí: antes dos documentos, antes das sesmarias, antes do auto de posse de 1762. Começa com 600 milhões de anos de pedra de gnaisse e com os povos que aprenderam a ler o território pelos sentidos — pelo som da cachoeira, pelo cheiro do lobo-guará, pelo aumento de oxigênio na água que dizia ao peixe: aqui começa tudo.

Explorar o Território
Território de Jy — Poço Fundo, MG

Explore o Acervo

Quatro caminhos de entrada na história do território
Povos do Território
Povos Originários & Quilombos

Os Povos de Jy

Caiapós das serras, Mandibóias dos rios, Abatinguaras das cavernas de gnaisse. Os quilombos do Campo Grande e o Quilombo do Sapucaí — destruídos entre 1759 e 1760. Os Pretos da Posse, que tinham fazenda e perderam. Comunidades que não estão nos livros de história da cidade, mas estão nos nomes dos lugares.

Caiapós Mandibóias Abatinguaras Quilombo do Sapucaí Pretos da Posse
Território Histórico
Território & Patrimônio Natural

O Complexo Sagrado

Pedra da Onça, Pedra Canoa, Pedra Salão, Gruta do Lobo e a Cachoeira Grande. Formações de gnaisse com 600 milhões de anos que foram o centro espiritual e ecológico do território antes de qualquer nome colonial. A Gruta do Lobo ameaçada pela PCH. A Serra do Quilombo que sobreviveu nos mapas.

Gruta do Lobo Pedra da Onça Cachoeira Grande Serra do Quilombo
Personagens Históricos
Personagens Históricos

Quem Fez a História

O Capitão Francisco Ferreira de Assis, cujo sangue reúne Tibiriçá e Piquirobi. O Cônsul Sueco Lourenço Westin. O Açoriano Francisco José Ferreira. Archanjo da Cruz Mendes, o adolescente que ficou. Efigênia Cardoso, morta no sertão do Dourado em 1782. Anastácio Dias e Rosa Dias, indígenas dos Tavares.

O Capitão Westin Efigênia Cardoso Archanjo Mendes
Documentos e Mapas
Acervo Documental

Fontes Primárias

O auto de posse de 1762 — o primeiro papel sobre o território de Jy e o primeiro apagamento simultâneos. O batismo de Mécia em 1836 — o documento mais antigo de Machadinho. Os registros de terras de 1856 com os Pretos da Posse. O mapa de 1767 onde "Maxado" aparece pela primeira vez.

Auto de Posse 1762 Batismo 1836 Mapa 1767 Registros 1856

Documentos & Registros em Destaque

Fontes primárias digitalizadas
Documentos Históricos

Documentos Históricos

Registros, leis, decretos e obras literárias que preservam a memória de Poço Fundo.

Mapas Históricos

Mapas Históricos

Cartografia ancestral: do mapa de 1767 com o "Rio Maxado" até o século XX.

Locais Históricos

Lugares Históricos

Fazendas, cemitérios, capelas e sítios naturais do patrimônio de Poço Fundo.

Personagens Históricos

Personagens Históricos

Vidas que moldaram Gimirim — fundadores, esquecidos e os que nunca apareceram nos livros.